A QUEDA E COICE
por Antonio Correia em 6/7/2009
Com o Rei Pelé literalmente dividido, em termos de torcida, o Santa Cruz jogou como se estivesse em casa e fez a festa em cima do CSA. Com o apoio da galera, o Tricolor do Arruda portou-se como “time grande”. Deitou e bordou no reduto do Azulão do Muntange, aplicando 3x0 e largando com pé direito no Campeonato Brasileiro da Série D.

Infelizmente a minha desconfiança em relação ao time do CSA tinha sentido. Após tanto tempo de preparação e despesas contraídas, foi um fiasco diante do Santa Cruz. O time do treinador Freitas Nascimento não teve competência para se impor em campo. Poderia ter perdido de mais. Tenho a impressão de que Freitas sabia das limitações da equipe, mas procurava fazer o discurso do “bom e barato” para ser agradável. Ficou provado que o time azulino é fraco, embora bem treinado e com apoio financeiro. Possui vários jogadores limitados tecnicamente. E, assim, fica impossível “tirar leite de pedra”. Dizer que o CSA é do mesmo nível do Tricolor pernambucano é pura balela, conversa para boi dormir. Embora ainda tenha torcedor que acredite.

Impressionante foi a presença da torcida tricolor, literalmente invadindo Maceió e fazendo a festa no Trapichão. Pela movimentação que pude observar na cidade, especialmente antes do jogo, o tempo passa, as adversidades acontecem, mas a torcida Coral não se abate. Chego a acreditar que continua sendo a maior e mais apaixonada de Pernambuco, mesmo com o clube disputando uma quarta divisão nacional.

O CSA perdeu de 3x0 por ser incompetente e por ter pela frente um adversário superior. Após a derrota, a notícia da saída do treinador Freitas Nascimento, trocando o Azulão da Série D pelo Campinense da Série B. Além da queda, o coice. Um trabalho desfeito, a chegada de um novo treinador com o time abatido e precisando recuperar-se rapidamente. Há quem defenda o lado financeiro na questão. Não aceito esse argumento. Entendo que o verdadeiro profissional do futebol deve priorizar o seu trabalho e o projeto assumido. A grana que podei receber agora, poderá receber mais adiante, em outro momento. Até porque o Freitas não anda de “pires na mão” e nunca lhe faltou mercado.

Sobra para quem? CSA que se vire e que se lasque! Sinceramente, não devia ser assim.

Agora, como é que fica aquele discurso do dirigente Raimundo Tavares, rasgando elogios ao Freitas como “parceiro” no CSA? Sei que o futebol está cheio de mercenários, mas não consigo digerir certos comportamentos.




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20/11/2017

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