ESSE FILME EU JÁ VI
por Antonio Correia em 7/5/2009
Em preparação para o Campeonato Brasileiro da Série C, a direção do Clube de Regatas Brasil vem anunciando várias aquisições, muitas delas egresso do Ferroviário, de Fortaleza. Todos esses supostos “reforços” chegam com o aval do treinador Arnaldo Lira que, curiosamente, comandou recentemente o citado clube cearense. E aí eu fico a imaginar: claro que esses jogadores chegam para jogar, porque não seria de outra forma. E aí, como é que fica a situação da boa base que o Galo montou no Estadual? Jogadores caseiros e bons de bola, como o zagueiro Alex Lima, os laterais Tony Maraial e Rafinha, os volantes Emerson, Eder e Johnatan e o atacante Edmar poderão ser relegados a um plano inferior pelo novo técnico.
Digo isso porque o próprio Arnaldo Lira já declarou à imprensa que fora de campo o CRB está muito bem em relação a temporadas passadas e que o problema está, mesmo, é dentro de campo. E fundamentou as suas palavras na fraca participação do Galo no Campeonato Alagoano e na projeção de uma Terceirona disputada e difícil.
Será que o belo projeto regatiano de valorização da prata-da-casa vai ser interrompido? Lamento essa possibilidade porque na Pajuçara existem vários jovens talentos que precisam, apenas, de mais apoio.
Tomara que a história não se repita com o CRB tendo uma recaída e, na ilusão de retornar o quanto antes à Série B, comece a contratar jogadores em profusão, até inferiores aos da casa. Seria um desperdício, uma irresponsabilidade.
No atual estágio do futebol brasileiro ou os clubes valorizam a prata-da-casa, as divisões de base, ou serão engolidos por dívidas e frustrações. Basta observar o passado recente do próprio CRB e a pobreza e pequenez do próprio futebol alagoano.




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20/11/2017

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