CLASSICO DA VERGONHA
por Antonio Correia em 3/4/2009
O tão aguardado “Clássico das Multidões” das Alagoas foi uma tristeza, transformando-se no “Clássico da Vergonha”. De futebol só tivemos, mesmo, o primeiro tempo, quando o CRB foi absoluto, embora não marcando. O CSA totalmente envolvido pelo maior entrosamento e pela determinação da rapaziada alvirrubra.

Com um grupo desarrumado e não com um time, o Azulão mostrava desentrosamento e lentidão. Foi assim que nem o individualismo pontificou em lances decisivos. Se pelo CSA Esquerdinha, Júnior Amorim e Valdiram eram figuras apagadas, pelo CRB quem se destacava era a dobradinha Da Silva-Johnatan. Pela superioridade e desenvoltura, o Galo da Pajuçara poderia ter vencido o primeiro tempo com sobras.

No início da segunda fase o tempo fechou. Todo mundo viu, ou ao vivo ou pela televisão, ou ainda ouvindo pelo rádio. Virou matéria em rede nacional. Engraçado é que a grande mídia não dá espaço quando os gols acontecem no nosso campeonato.

O árbitro Charles Hebert, que deveria ter expulso o Júnior Amorim ainda no primeiro tempo, mandou para o chuveiro o atacante azulino, corretamente. Logo depois foi a vez do zagueiro Carlos Diogo, que já estaca com cartão amarelo. Outra expulsão acertada. E, aí, o tempo fechou.

Aqui pra nós, o CSA tinha consciência do banho de bola que tomou no primeiro tempo e sabia que, com dois jogadores a menos a derrota seria iminente. Então, os jogadores trataram de cercar o árbitro, pressionar. Houve o natural empurra-empurra, o policiamento logo adentrou para proteger o apitador e...

O meia Esquerdinha, naquele bolo, chutou um policial, provocando a reação da tropa. Que foi encostando e acionando o tal spray de pimenta. Vários jogadores marujos atingidos nos olhos, entre eles o volante Ânderson e o goleiro Jeferson. O médico do CSA tratou de comunicar a impossibilidade deles voltarem para jogar e, assim, a partida foi suspensa.

Claro que houve excesso por parte dos policiais, mas entendo que o objetivo da ação foi debelar a violência. Soldados despreparados não podem trabalhar em eventos como o futebol.

Certo é que o CRB foi o grande prejudicado nessa história toda, porque tinha tudo para derrotar o velho rival com sobras.

Pior foi a pancadaria verificada tanto nas arquibancadas como nas cercanias do Estádio Rei Pelé.

O CSA esperava muito do Júnior Amorim, daí a decepção. Desde o primeiro tempo que o veterano atacante “pedia para ser expulso”, omitindo-se da responsabilidade.

Como se não bastasse, após o jogo tivemos uma demonstração clara da esculhambação que está sendo o CSA. O presidente Abel Duarte declarou que, por ele, Júnior Amorim não mais jogaria no CSA. Ouvido sobre isso, Raimundo Tavares afirmou que o jogador merece a confiança do clube e que quem mandava no CSA, era ele e o Cícero Cavalcante. Também sobre o assunto, Cícero enfatizou, em alto e bom som, que o presidente era “irresponsável” e que “nem deveria estar ali naquele momento.

Em outras palavras, está claro o momento político azulino: o presidente não manda em nada e foi desrespeitado publicamente. Desse jeito o CSA vai, mesmo, é brigar para não ser outra vez rebaixado



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21/11/2017

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