POBRE FUTEBOL
por Antonio Correia em 7/10/2008
Projetada para 2009, a realidade do futebol alagoano é sombria e preocupante. Após 15 anos de presença constante do CRB na Segundona nacional, vamos amargar as dificuldades reservadas aos incompetentes e irresponsáveis, além do natural ostracismo imposto pela grande mídia. Viveremos a experiência de estados nordestinos como Sergipe, Paraíba, Piauí e Maranhão. Por mais que se espere uma Série C organizada e com apenas 20 participantes, não é nada que empolgue. O fato é que Alagoas está fora da elite do futebol brasileiro. Todos nós sabemos que os melhores estão nas Séries A e B, divisões que recebem logística e apoio financeiro das entidades promotoras e de importantes redes de televisão. A chamada Terceirona, projetada para a temporada vindoura, ainda é uma incógnita. Por exemplo, não se sabe se será disputada no sistema de pontos corridos ou se será regionalizada. E qual será a grana destinada a cada clube. O certo é que, para adaptar-se a ela, torna-se necessário, especialmente aos novatos, arregaçar as mangas e trabalhar bastante.

Alagoas terá CRB e ASA disputando o Brasileiro da Série C, CSA e ASA na Copa do Brasil. Mas a temporada 2009 vai começar com o Campeonato Alagoano. Diante das dificuldades que enfrentam CRB e CSA, clubes das maiores torcidas, resta saber qual o grau de motivação desses torcedores para comparecerem aos estádios. Na minha ótica, acentua-se, cada vez mais, o crescente interesse dos nativos pelos grandes clubes nacionais e pelos campeonatos que disputam. Isso é uma realidade que não se pode negar. Tudo por culpa dessa geração medíocre de dirigentes que nunca colocaram as nossas agremiações acima dos seus interesses pessoais
O futebol de Alagoas precisa ser repensado. A administração Gustavo Feijó, que prometia crescimento e desenvolvimento, fica marcada por fatos negativos, como se não bastasse o rebaixamento do CRB. Tem mais a injusta punição imposta ao Penedense, a eliminação do ASA, que poderia ter chegado ao octogonal da Série C e o estado falimentar a que chegaram os detentores das nossas maiores torcidas, CSA e CRB. Agora não resta outra alternativa a não ser encarar para tentar sair do buraco.
E aí vem a questão da crônica esportiva. Saber se as emissoras de rádio terão patrocínio e audiência para manter os seus comunicadores, as suas equipes esportivas e a programação especializada. Porque de nada vai adiantar ter um dia inteiro destinado ao futebol se não tiver o patrocínio para bancar as despesas e o interesse popular que se traduz em audiência.






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17/11/2017

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