Calma e boa pontaria
por Walmari Vilela em 7/10/2014

Por Walmari Vilela

Foi o melhor jogo que o CRB fez na fase de classificação, não só pelo resultado mas pela forma como o time se comportou em campo, sem pressa para finalizar e com bom controle da bola e finalização certeira, como foi destacado pelo técnico Ademir Fonseca, observando que sua equipe chutou pouco mas soube aproveitar as chances que apareceram.
Além de boa técnica, o time apresentou a entrega e a garra que o vem caracterizando neste Brasileirão. Quer dizer: foi um time equilibrado de técnica e raça, provando que só vontade e luta não são bastante para ganhar jogos, assim como a técnica sozinha não consegue vitórias. Tem que haver as duas coisas e foi justamente o que o CRB teve diante do Cuiabá


Isso, porém, passou. Os dois jogos contra o Madureira são uma nova história e para escrevê-la, é preciso jogar mais do que jogou contra o Cuiabá. Trata-se de mata-mata, confrontos em que não há margem para erro. Quem erra mais sai perdendo, independente de fazer o segundo jogo diante da sua torcida ou não. Ganha quem tem mais equilíbrio, calma e boa pontaria.

O ASA TEM QUE SER UM SÓ

A advertência é o treinador José Luiz Mauro, o Vica: o ASA tem que ser um só. Tem que ser o ASA de antes e não o que encontrou na sua volta, fatiado, dividido e com brigas por interesses pessoais que só afundam o seu futebol. Mesmo com esse clima. Vica conseguiu tirar o time do buraco e quase o levou ao topo da montanha.

Espero que as verdades do Vica sejam absorvidas por todos que comandam o ASA que precisa voltar a ser o clube de Arapiraca, o clube de todos. O caminho foi reencontrado, cabe aos novos dirigentes (tem eleição este ano) trazerem o Vica para iniciar o trabalho de 2015 porque seu compromisso de agora foi apenas para os jogos da série C.

DINHEIRO EM PRIMEIRO LUGAR

O técnico Vanderlei Luxemburgo é de opinião que a CBF deveria ter aproveitado o fracasso na Copa (7 a 1) para discutir o futebol brasileiro em grandes simpósios, reunindo treinadores, dirigentes, imprensa, jogadores.
Isso seria feito em todo o segundo semestre deste ano e, depois de encontrar uma saída é que se convocaria o novo técnico para início do trabalho rumo à Copa de 2018.
Concordo com o Luxemburgo nas duas coisas. Primeiro discutir o nosso futebol internamente, ver o que nos levou a chegar àqueles 7 a 1 para a Alemanha e depois escolher o técnico que poderia ser o próprio Dunga. Mas a ganância dos que estão na CBF enchendo o bolso, coloca à frente de tudo o dinheiro e o futebol em último lugar.


EM BUSCA DO OURO OLÍMPICO


Mesmo assim, o técnico Alexandre Galo segue preparando a nossa seleção olímpica. Formada por jogadores até 23 anos e que atuam em grandes times do Brasil e do Mundo, quase todos como titulares, a nossa seleção olímpica fará dois jogos contra as seleções principais da Bolívia e dos Estados Unidos, nesta sexta, na Arena Pantanal, e na próxima terça, na arena Mané Garrincha.

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21/11/2017

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