A evolução e valorização de uma categoria que comemora 70 anos
por Com CadaMinuto Press em 27/1/2014
Assim como um relacionamento que precisa ser renovado para não acabar, uma instituição também precisar ser renovada, atualizada e nos dias atuais, obrigatoriamente modernizada. Com 70 anos de história, a Associação dos Cronistas Desportivos de Alagoas (ACDA), de tantos nomes como Gastão Cavalcante, Renan Rosas, Freitas Neto, Márcio Canuto, Waldemir Rodrigues, Fernando Murta, Severino Rosas, Jorge Moraes e atualmente de Jorge Lins, vive um momento revigorante, onde a prioridade é a “Modernidade com Responsabilidade”.

Ironia do destino ou necessidade, em um momento de renovação, a ACDA passa por este momento de transição sob o comando de um “velho” conhecido da crônica esportiva, o servidor público da antiga Companhia Energética de Alagoas (Ceal), com 46 anos de serviços prestados ao rádio alagoano, o decano Jorge Lins de 68 anos, que apesar da responsabilidade e necessidade de muito trabalho para recuperação de uma categoria, não considera a tarefa um desafio.

“Considero um momento diferente na minha carreira. Desafios e dificuldades tive muitos na minha vida, mas, como em vários momentos assumi a posição de gerenciamento e gestão, eu me acostumei com isso e aqui estou para ajudar e representar a nossa categoria”, afirmou.

Esta categoria que o presidente se refere, é a dos radialistas. A ACDA abrange toda a classe dos cronistas desportivos do Estado, sejam eles de rádio, TV, sites e jornais impressos, mas o radicalismo representa a grande parte das demandas e necessidades representadas pela associação.

Por muitos anos afastada e desvalorizada, a categoria dos radialistas vem recebendo uma atenção especial e pode-se dizer de “carinho” por parte associação, que vem promovendo mudanças com o objetivo de reconhecer a categoria.

Entre as ações que beneficiaram os membros, foi a reativação da sala Jornalista Luiz Leal no estádio Rei Pelé, para realização de reuniões mensais. No Rei Pelé também, os cronistas em exercício da sua atividade, ou seja, em dia de transmissão de jogos, tem um lugar para descansar antes, durante e depois, com direito a lanches servidos pela associação.

Outras ações para unir a categoria, foram “Café da Manhã do Cronista”, tanto em Maceió como na cidade de Arapiraca, que serviram para debates, a festa de 70 anos da ACDA, que teve além de solenidade realizada no Rei Pelé, um passeio pelas 9 Ilhas.

E como não poderia ser diferente, o trabalho de uma categoria que é grande parte ligada ao futebol, o “Racha das Quintas”, realizado no Clube Fênix Alagoano às quintas-feiras, reunindo os cronistas desportivos em mais uma ação de lazer, essa, organizada pelo radialista Elísio Silva, que comemora a nova fase da categoria.

“Uma profissão tão antiga e presente na história do Estado, merece o momento que vive, sendo respeitada e podendo usufruir de seus direitos, inclusive de lazer, como aqui no racha dos amigos, o racha da ACDA”, comemorou.

Mas, toda a valorização da categoria é pontuada pelo presidente, que lembra da obrigação dos associados. “O trabalho que toda essa diretoria vem fazendo é com objetivo de valorizar, mas é preciso que os próprios profissionais se valorizem e se façam respeitar”, lembrou.

ACDA próxima das autoridades e recebendo a importância devida da categoria

Fez parte e continuará fazendo nos próximos meses e anos, a aproximação da associação das autoridades políticas do Estado. Sob a gestão de Jorge Lins, comissões foram nomeadas visitas as autoridades e setores empresariais, como a Federação Alagoana de Futebol, que renegociou débitos referentes ao repasse de rendas de jogos para a ACDA, Gabinete Civil, Secretarias de Estado do Trabalho, Educação, Esporte e Lazer, Comunicação e Secretaria da Mulher, bem como ao prefeito de Maceió, Rui Palmeira e o presidente do Tribunal de Justiça, Desembargador José Carlos Malta Marques.

“O esporte é de fundamental importância para o desenvolvimento de uma sociedade, de uma cidade e a opinião de um cronista forma conceitos e por isso, esta classe merece ser respeitada por demais”, afirmou o prefeito Rui Palmeira.

Diante do momento, a ACDA recebeu do Governo do Estado uma cadeira permanente para discussão e participação do Comitê Gestor de Treinamento e Seleções da Copa do Mundo de 2014 (COMCOPA).

Além disso, a ACDA tem contato direto com o Comando da Polícia Militar para participar das reuniões mensais e discutir sobre as melhores formas de promover a segurança nas praças esportivas de Alagoas.

Por conta de toda essa aproximação com os poderes, bem como o setor empresarial, a ACDA instituiu a Comenda Jornalista Gastão Acioly Cavalcante, primeiro presidente da associação, que será entregue a personalidades influentes em Alagoas.

“Todo este trabalho feito de aproximar a categoria dos poderes, não tem como objetivo usufrutos por partes dos membros e sim da categoria de uma forma geral. Muitos desses nomes que representam os poderes reconhecem a ACDA, recebendo nossas comissões e destacando a nossa importância como formadores de opinião”, afirmou.

Apesar das dificuldades, ACDA projeta sustentabilidade

A atual sede da ACDA é no Rei Pelé, mas, a associação tem duas propriedade na capital alagoana, sendo uma sala no Edifício Brêda, que acumula um grande débito de IPTU e está fechada há anos e uma propriedade no Jardim Petrópolis, na parte alta da cidade, com valor estimado de R$ 400 mil.

Nesta seara, a atual gestão pretende regularizar a situação das duas propriedades, com o objetivo de tornar a associação sustentável nos próximos anos. Existe a possibilidade de venda da casa na parte alta e com o valor, o débito do Brêda seria negociado junto à prefeitura e com a grande parte do dinheiro, mais duas ou três salas em edifícios comerciais de grande visibilidade em Maceió seriam adquiridos para aluguel, garantindo assim um retorno financeiro mensal para a ACDA.

Sobre essas possibilidades, o presidente afirma que tratativas estão sendo feitas com a diretoria da entidade e que todo processo será feito em total transparência. “Eu faço questão de em todas reuniões mensais fazer a prestação de contas de tudo que entra e sai. Neste caso mais ainda, não é um bem que pertence a mim, não foi eu quem comprou. Então, qualquer decisão à ser tomada passa pela diretoria, se eles aprovam, nós fazemos, senão, fica como está”, afirmou.

Ainda como forma de sustentação, a modernização também chega na categoria. O site da ACDA está no ar, com notícias, fotos e fatos, além de parte da história da categoria. Junto a isso, a associação pode faturar, já tem dois patrocínios e pode lucrar ainda mais com os espaços comercializados na plataforma on-line.

O veto à distribuição de carteirinhas e os problemas enfrentados

Para entrar no Rei Pelé a serviço, seja na Tribuna de Imprensa ou na pista atlética do Rei Pelé, apenas os credenciados. Essa é a determinação irrevogável da diretoria da ACDA que tem vetado “intrusos” e tem enfrentado problemas pela decisão.

Na atual decisão, os cronistas devem pagar o valor de R$ 70 e os acompanhantes, ou seja, funcionários que precisam estar no estádio acompanhando os profissionais, pagam R$ 100, ou seja, suas empresas pagam os valores.

Mesmo assim, há quem deseje entrar no estádio para acompanhar os jogos, sem estar vinculado a qualquer veículo de comunicação e por conta do veto, se mostram contra a ação da da associação. Porém, o presidente Jorge Lins deixa claro que não temerá qualquer tipo de pressão.

“Nossa meta é organizar e facilitar o trabalho dos associados. Se não está vinculado a qualquer tipo de veículo de comunicação, não está a serviço. Se não está trabalhando, deve ir para arquibancada. Até os membros antigos que não estão mais na ativa, passam pelo crivo da diretoria para receber a carteira de benemérito. Então, não adianta. Não posso ser injusto com os profissionais que trabalham no dia a dia”, afirmou.

O presidente, o cenário atual e o futuro

Em um ano de gestão, completando na última terça-feira (21), a gestão do presidente Jorge Lins cumprirá o triênio que será encerrado em 2015. Baseado neste período e com muito trabalho pela frente, o atual presidente afirma que pretender fazer a sua parte, descarta reeleição e garante que indicará sucessor.

“Eu vejo um cenário onde estamos acompanhando a modernização, através do cumprimento do plano de gestão. Eu faço a minha parte como presidente, os diretores tem feito a sua parte cada um e quando acabar o meu tempo na ACDA, eu sairei de cabeça erguida, mas indicarei

uma pessoa que cuidará da associação como eu cuidei. Se vai ser eleito, é outra coisa, mas, faço questão de indicar”, finalizou.

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17/11/2017

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