CSA passa pelo ASA na prorrogação e faz decisão do Alagoano contra o CRB
por Cada Minuto em 6/5/2013
Onze anos depois, o "Clássico das Multidões" entre CSA e CRB irá decidir novamente o Campeonato Alagoano. Neste domingo (05), o CSA recebeu o ASA no estádio Rei Pelé, para definir o segundo finalista, já que o CRB já estava garantido e as duas equipes realizaram um jogo emocionante.

O ASA venceu o tempo normal por 1 a 0, gol de Didira ainda no primeiro tempo, levando o jogo para a prorrogação. No tempo-extra, com o placar zerado, as duas equipes cansadas, jogando na base da vontade, o CSA foi quem levou a melhor, com gol de Alex Henrique.

Com o resultado, o ASA chega a decisão do estadual e contra o CRB, volta a fazer a decisão da competição após onze anos. Com os jogos sendo realizados nos dias 11 e 18 deste mês.

O JOGO - 1º TEMPO

E a segunda semifinal, entre CSA e ASA, que iria definir o adversário do CRB na decisão, começou movimentada, com as duas equipes tocando a bola e partindo em velocidade ao ataque.

A primeira polêmica aconteceu justamente no primeiro lance de perigo, quando o CSA tinha a oportunidade com Rodriguinho de invadir a área, mas o jogador foi claramente derrubado e o árbitro CBF, do Espírito Santo, Pablo Santos Alves, deu simulação do mei azulino e aplicou cartão amarelo.

Para mostrar firmeza dos dois lados, o árbitro Pablo dos Santos Alves viu de perto a falta dura de Pedro Silva em Rogerinho e também aplicou cartão amarelo para o jogador alvinegro.

O jogo era movimentado, as duas equipes continuavam tentando. O CSA atacando mais, encontrava dificuldades na infiltração, enquanto o ASA esperava a oportunidade do contra-ataque. E foi justamente assim que o time visitante surpreendeu e abriu o placar.

GOOOOLLLL DO ASA! Aos 10 minutos, depois de jogada rápida, Léo Gamalho é lançado, ganha na velocidade do zagueiro Adalberto e toca rasteiro no meio da área, com Didira empurrando para o fundo do gol. CSA 0 x 1 ASA.

Depois do gol, o ASA continuou em cima, agora com maior posse de bola e saindo melhor para o jogo. O CSA por sua vez, tinha dificuldades na saída de bola e esbarrava na forte marcação adiantada do time alvinegro.

E o ASA continuou chegando e por pouco não amplia o marcador, novamente com Didira. O camisa 10 fez o papel de atacante e recebeu passe de calcanhar de Wanderson, para dominar e da entrada da área, bater colocado, para defesa em dois tempos do goleiro Flávio.

Muitos toques, mas faltava a finalização. O CSA ia, voltava e tinha dificuldade em penetrar na área do ASA. Em duas oportunidades, uma em uma bicicleta desejaitada de Diego Clementino e depois com Rodolpho de fora da área, o time marujo mostrou a sua deficiência no jogo.

A torcida do CSA ficava cada vez mais impaciente com o time que tinha dificuldades na criação de jogadas. Quando conseguiu, com Alex Henrique, que fez um "carnaval" na defesa do ASA, mas, quando podia tocar no meio da área, bateu forte, com a bola subindo demais, para desespero da torcida azulina no Rei Pelé.

Reta final do primeiro tempo, o CSA consegui retomar o domínio do jogo, tocava a bola, encurralava o ASA que se defendia bem em seu campo de defesa e pecava no último passe e quanto tinha oportunidades, mesmo que de fora da área, nas finalizações também.

Nos últimos suspiros do primeiro tempo, o CSA mostrou que estava muito vivo e que poderia melhorar no jogo. Primeiro, Rodriguinho começou a jogada e acionou Alex Henrique, que tocou para trás e encontrou Everaldo, para bater rasteiro e o goleiro Gilson tirar com a ponta dos dedos. Depois do escanteio e bate-rebate, Everaldo bateu da entrada da área e a bola passou rente ao gol de Gilson.

Aos 47 minutos, o árbitro encerrou o primeiro tempo movimentado, com vitória parcial do ASA por 1 a 0, mas com uma pressão final do CSA, o que prometia um segundo tempo emocionante.

2º - TEMPO

Na volta para o segundo tempo, o ASA tentou mostrar logo de cara, que não iria assistir a pressão do CSA e assustou logo no primeiro minuto. Um contra-ataque puxado por Léo Gamalho, que centrou na área para Didira, mas o meia não conseguiu finalizar, dividindo com Leandro e a bola ficou nas mãos do goleiro Flávio.

Mas, no lance seguinte o CSA mostrou que queria garantir, pelo menos o empate, para decidir o jogo no tempo normal. Em jogada trabalhada, Alex Henrique deixou Diego Clementino em boas condições, mas no momento da finalização do avante azulino, a zaga do ASA travou o chutel, mandando para escanteio.

O jogo era lá e cá. CSA atacava de um lado, o ASA do outro. Em bola levantada na área por Didira, o zagueiro Tiago Garça subiu mais que a defesa azulina, mas não conseguiu desviar, com a bola passando perto da trave do goleiro Flávio.

Passada a correria dos primeiros minutos da segunda etapa, o jogo caiu de produção, uma vez que os treinadores começaram a mudar os times. O momento do jogo mostrava uma repetição de boa parte do primeiro tempo, quando CSA tinha maior posse de bola, mas tinha dificuldades na finalização. Já o ASA, se fechava na defesa e buscava os contra-golpes.

Apesar da defesa fechada do ASA, o CSA insistia na troca de passes e as tentativas de infiltração na área. À todo momento, Diego Clementino, Everaldo e até o lateral-esquerdo Fabiano, que acabara de entrar, recebiam dentro da área, mas eram barrados pelo goleiro Gilson.

O final do tempo normal chegou e apesar da insistência de ambos os times, cada uma na sua estratégia, o jogo foi encerrado com o placar de 1 a 0 para o ASA sobre o CSA, que levaria o jogo para a prorrogação, com o placar zerado.

PRORROGAÇÃO - 1º - TEMPO

Os trinta minutos finais começaram a todo vapor. Primeiro, o CSA chegou na área e por pouco, um bate-rebate não terminou com gol azulino, com a defesa do ASA afastando e criando um contra-ataque, que terminou em finalização de Léo Gamalho, em cima da defesa rival.

Os primeiros minutos da prorrogação mostravam um ASA melhor posicionado em campo, parecia estar mais inteiro e tinha maior posse de bola. O CSA, assim como em toda a partida, atacavam, chegava próximo da área do ASA, mas pecava no momento do último passe ou finalização.

O domínio do primeiro tempo da prorrogação foi do ASA. A equipe alvinegra assustou por duas vezes, com Léo Gamalho, que por pouco não cabeceou bola lançada na área e Pedro Silva, que entrou na área, limpou a jogada, mas no momento da finalização, foi travado pela defesa azulina.

Aos 15 minutos, o árbitro encerrou o primeiro tempo da prorrogação, com empate entre as equipes, que mostravam sinais claros de cansaço.

PRORROGAÇÃO - 2º TEMPO

O segundo tempo da prorrogação começou com as duas equipes cansadas e precavidas. As penalidades, que era tanto evitadas, já parecia ser cogitada pelos dois times. O CSA, na base do apoio da torcida, chegava ao ataque e através de bolas paradas pressionava o time do ASA. Numa dessas oportunidades, Everaldo bateu forte e mandou por cima do gol.

Quem sofria mais com o cansaço era o CSA, que praticamente jogava com um a menos, já que o volante Rodolpho, em alguns momentos ficava no chão, sentindo câibras nas pernas e caminhava em campo.

E o CSA jogava na base da vontade e empurrado pela sua torcida, depois de uma jogada trabalhada, com grande participação do zagueiro Adalberto, o time marujo enfim, marcou o gol que lhe colocaria na decisão do Campeonato Alagoano.

GOOO0LLLL DO CSA! Adalberto deu uma de ponta, trocou passes, decebeu dentro da área e passou para Mendes, que bateu forte para defesa do goleiro Gilson, que espalmou nos pés do atacante Dieco Clementino, que mandou um chutaço, balançando as redes do time alvinegro.

A partir desse momento, o estádio explodiu e apoiou ainda mais o time que estava cansado, exausto em campo. Enquanto isso, o ASA tentava reagir e partia para cima do time marujo de todas as formas.

O jogo era um teste para cardíaco no estádio Rei Pelé. A torcida do CSA cantava vitória e o ASA por muito pouco não conseguiu calar uma nação. Léo Gamalho foi lançado em profundidade, entrou na área, driblou o goleiro e com a defesa batida, desequilibrado, bateu no travessão, para desespero de companheiros, comissão técnica e torcida.

A pressão foi grande, o AS Abem que tentou, o CSA ainda voltou a atacar, mas, o árbitro capixaba Pablo dos Santos ALves, encerrou o jogo com vitória do CSA na prorrogação sobre o ASA, garantindo o time marujo na final do Campeonato Alagoano 2013, contra o maior rival, CRB.

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22/11/2017

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