Polícia investiga torcidas por uso de drogas nos estádios
por Tudo na hora em 21/4/2013
A Polícia Militar e o Ministério Público Estadual estão investigando uma série de denúncias de consumo de drogas por integrantes de torcidas organizadas nos estádios alagoanos. Uma grande quantidade de maconha, crack e cocaína apreendidos por policiais dentro e no entorno dos campos de futebol por policiais já estão em poder do MPE, que vai instaurar procedimento que pode levar à proibição da entrada desses torcedores nos campos de futebol.

Segundo o promotor de Relações de Consumo, Max Martins, as drogas estão sendo catalogadas e serão encaminhadas para o promotor do juizado especial criminal para que ele possa fazer o procedimento criminal. Ele explicou que a principal sanção para os torcedores é justamente a proibição da entrada nos estádios de futebol em dia de jogos de seus clubes. A chamada pena de banimento obriga que eles se recolham duas horas antes e somente deixem o campo duas horas depois da partida.

"É um benefício oferecido a ele para evitar a instauração do processo criminal, mas nem todos podem recebê-lo. Vai depender da ficha criminal e de outros requisitos que serão verificados pelo promotor competente para oferecer a denúncia", explicou Max Martins, que acompanha de perto a violência e outras práticas criminosas que acontecem dentro dos estádios alagoanos.

Um torcedor do CSA, que preferiu não ser identificado, fez um relato para o TNH1 do que está por trás de uma partida de futebol no estádio Rei Pelé. "Os banheiros da grande arquibancada viram um ponto de consumo de drogas e têm as portas trancadas, inclusive, pelos usuários. Na arquibancada, eles usam abertamente na frente dos demais torcedores e o cheiro fica insuportável. Uma criança de seis anos que ouviu comentários perguntou ao pai o que era maconha. Eu não vou mais para o campo porque deixou de ser um ambiente saudável", lamentou.

Outro ponto de consumo de drogas de drogas é a parte superior da grande arquibancada, onde estão cabines de rádio que não são utilizadas. Os torcedores usavam o local para fumar maconha, o que levou a administração do rei Pelé a isolar a área nos dias de partida. "Não sei como eles conseguem entrar com droga lá. Eu sou revistado dos pés a cabeça. Proibiram o consumo de bebida alcoólica, mas acho que esqueceram de limitar o uso de maconha e crack", frisou o torcedor.

O comandante de Policiamento da Capital, coronel Neuton Bóia, afirmou que a maioria das apreensões de drogas é feita com integrantes das torcidas organizadas do CSA e CRB. "Eles são revistados antes de entrar nos estádios de forma minuciosa, mas mesmo assim conseguem uma forma de entrar com drogas nas dependências do Rei Pelé. Já encontramos maconha dentro de um celular, dentro do tênis e em outros locais pouco prováveis", ressaltou o oficial.
Neuton Bóia disse ainda que vai se reunir na próxima semana com o promotor Max Martins e com representantes da Federação Alagoana de Futebol para aperfeiçoar a fiscalização nos jogos de futebol em Alagoas. "Entre os pontos que serão discutidos está justamente a apreensão de materiais ilegais, como drogas. Mas já vamos determinar uma fiscalização maior no banheiro e outras áreas do Rei Pelé", afirmou o comandante do CPC.

A reportagem do TNH1 conversou com o diretor da torcida Comando Alvirrubro, Arlan Freitas, que explicou não ser responsabilidade da torcida organizada o uso de drogas dentro dos estádios. "Não temos como controlar o que cada um leva dentro do bolso ou mesmo nas mochilas. Não fomentamos a prática de crimes e orientamos nossos sócios a não praticá-los. Cada um responsável por aquilo que faz", disse.

Na torcida organizada Mancha Azul, mesmo sem querer se identificar, um rapaz que atendeu o telefone que está no site oficial afirmou apenas que a Mancha Azul desconhece que seus integrantes usem drogas no estádio.

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17/11/2017

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